Escolher uma agência de marketing parece uma decisão simples até começar a pesquisa.
Basta procurar no Google e rapidamente aparecem dezenas de empresas oferecendo tráfego pago, redes sociais, SEO, branding, produção de vídeos, criação de sites, automação e inteligência artificial.
O problema é que os discursos começam a ficar muito parecidos.
Estratégia. Performance. Criatividade. Resultados. Crescimento.
E nenhuma dessas palavras, sozinha, ajuda muito a decidir quem deveria cuidar do marketing de uma empresa.
Na Elefante, acreditamos que existe uma pergunta mais importante:
Essa diferença muda bastante a escolha.
Antes de escolher uma agência, descubra o problema
Esse é provavelmente o ponto que mais defendemos quando conversamos com uma empresa pela primeira vez.
Nem todo problema de marketing é falta de anúncio.
Uma empresa pode estar investindo pouco e realmente precisar gerar mais tráfego.
Mas também pode estar anunciando e levando as pessoas para um site ruim.
Pode gerar leads e demorar horas para atendê-los.
Pode ter um excelente produto, mas uma marca pouco reconhecida.
Pode receber oportunidades comerciais e não fazer follow-up.
Pode investir em Google Ads para um produto cuja demanda precisa primeiro ser criada.
Ou pode simplesmente estar fazendo muitas coisas ao mesmo tempo sem saber quais realmente funcionam.
Por isso, antes de discutir Google, Meta, SEO, Instagram ou qualquer outra ferramenta, tentamos responder:
onde está o problema?
Ferramenta vem depois.
Marketing não acontece isoladamente.
Para pensar uma estratégia, precisamos entender o negócio.
Qual é o ticket médio?
Quem compra?
Como compra?
Quanto tempo demora para decidir?
Existe recompra?
Qual é a margem?
Como funciona o comercial?
Quais são as principais objeções?
Existe sazonalidade?
Quem são os concorrentes?
Uma empresa que vende um equipamento industrial de R$ 500 mil não deveria ter o mesmo processo de marketing de um e-commerce que vende produtos de R$ 150.
Parece óbvio.
Mas muitas estratégias começam pela plataforma e não pelo negócio.
Esse é um teste simples que qualquer empresa pode fazer.
Pesquise a agência.
Se ela vende SEO, veja como aparece no Google.
Se vende criação de sites, visite o próprio site.
Se fala sobre branding, observe a própria marca.
Se oferece produção de conteúdo, veja o que produz.
Se vende estratégia, procure sinais de pensamento estratégico naquilo que publica.
Isso não significa que uma agência precise aparecer em primeiro lugar para tudo ou possuir centenas de milhares de seguidores.
Nós mesmos disputamos diariamente atenção, posições no Google e audiência com outras empresas.
Mas existe uma questão de coerência:
quem trabalha para construir a presença digital dos clientes também precisa cuidar da própria presença.
Uma excelente apresentação comercial não garante uma excelente operação.
Por isso, pergunte.
Quem vai pensar minha estratégia?
Quem vai administrar meus anúncios?
Quem vai analisar os dados?
Quem vai produzir os materiais?
Com quem vou falar quando houver um problema?
E existe uma pergunta ainda mais importante:
quem vai aprender sobre o meu negócio?
Marketing exige contexto.
Quanto mais distante a equipe estiver da realidade da empresa, maior o risco de transformar a operação em uma sequência de tarefas.
Tamanho pode trazer vantagens.
Uma agência maior pode possuir mais especialistas e estrutura.
Uma agência menor pode oferecer maior proximidade e acesso às pessoas responsáveis pela estratégia.
Nenhuma dessas características determina automaticamente a qualidade do trabalho.
O que realmente interessa é:
qual estrutura estará disponível para a sua empresa?
Ter cinquenta profissionais na agência não significa que cinquenta profissionais trabalharão na conta.
Da mesma maneira, uma equipe enxuta não significa necessariamente falta de capacidade.
Compare a estrutura que efetivamente será colocada no projeto.
Uma pergunta que gostamos muito é:
“Daqui a seis meses, como saberemos se o trabalho está funcionando?”
A resposta depende do objetivo.
Em mídia, podemos acompanhar aquisição, conversões, custo e qualidade dos leads.
Em SEO, posições, impressões, tráfego e oportunidades.
Em e-commerce, receita, conversão, ticket e retorno.
Em branding, os indicadores e horizontes são diferentes.
O problema começa quando qualquer trabalho de marketing termina no mesmo relatório:
impressões, alcance, curtidas, seguidores e leads.
Esses números podem ser importantes.
Mas precisam estar conectados ao que a empresa está tentando construir.
Esse é um dos pontos que mais observamos nas empresas.
Imagine uma campanha que gerou 200 contatos.
O custo por lead ficou ótimo.
O relatório parece excelente.
Mas:
Quantos foram atendidos?
Quantos tinham o perfil correto?
Quantos receberam proposta?
Quantos compraram?
Quanto tempo demorou o primeiro atendimento?
Quantos não responderam?
Quantos deveriam ter recebido um novo contato e foram esquecidos?
Se ninguém sabe responder, existe um problema.
Não adianta apenas encher o funil. Precisamos descobrir onde ele está vazando.
É por isso que CRM, processo comercial, atendimento e follow-up começaram a entrar cada vez mais nas nossas conversas sobre marketing.
Às vezes, a empresa não precisa de mais leads.
Precisa parar de perder os que já possui.
Uma agência não deveria existir apenas para executar solicitações.
“Precisamos entrar no TikTok.”
Talvez.
“Precisamos publicar todos os dias.”
Talvez não.
“Nosso concorrente está fazendo isso.”
Pode ser relevante. Pode não ser.
“Vamos aumentar o orçamento.”
Antes precisamos saber onde o dinheiro atual está indo.
Uma das funções da estratégia é justamente questionar decisões.
Em determinados momentos, uma das respostas mais importantes que podemos dar a um cliente é:
“Eu não investiria nisso agora.”
Mas existe uma obrigação junto com o “não”:
explicar por quê.
Essa separação sempre nos incomodou.
De um lado estaria a marca.
Do outro, vendas.
Na prática, uma coisa influencia a outra.
Imagine duas empresas disputando o mesmo clique.
Produtos parecidos.
Preços semelhantes.
Uma delas, porém, o consumidor conhece.
Já viu um vídeo.
Reconhece a marca.
Encontrou um conteúdo no Google.
Recebeu uma indicação.
Visitou o site anteriormente.
Qual delas começa essa disputa em vantagem?
Performance também depende de confiança. E confiança é construída ao longo de diferentes pontos de contato com a marca.
Por isso, não gostamos de pensar branding, conteúdo, mídia e experiência digital como ilhas.
Existe uma pergunta que pode ser mais interessante do que:
“Como conseguimos mais leads?”
Pergunte:
“Onde estamos perdendo os leads que já conseguimos?”
A resposta pode estar no anúncio.
Mas pode estar no site.
Na landing page.
No posicionamento.
Na oferta.
No atendimento.
Na proposta comercial.
No preço.
No follow-up.
No CRM.
Ou na falta de integração entre marketing e vendas.
Colocar mais dinheiro em um processo com problemas pode simplesmente fazer a empresa perder dinheiro mais rápido.
É por isso que, em alguns projetos, uma consultoria de marketing pode fazer mais sentido antes de aumentar o investimento em mídia.
Marketing ficou técnico.
CTR, CPC, CPM, ROAS, CAC, LTV, GA4, CRM, SEO, PMax, remarketing, automação…
É natural que existam termos técnicos.
Mas complexidade técnica não deveria ser utilizada para esconder falta de clareza.
Se uma empresa investiu dinheiro em marketing, ela deveria conseguir responder:
O que fizemos?
Por que fizemos?
O que aconteceu?
O que aprendemos?
O que faremos diferente?
Qual é o próximo movimento?
Esse conjunto de respostas é mais importante do que um relatório com dezenas de gráficos.
Não escolha apenas pelo tamanho.
Não escolha apenas pelo preço.
Não escolha apenas pelo número de seguidores.
Não escolha apenas pelo portfólio.
E não escolha simplesmente porque uma agência apareceu em primeiro lugar no Google.
Use tudo isso como informação.
Mas faça perguntas.
Descubra quem vai trabalhar no projeto.
Entenda como os resultados serão avaliados.
Veja se existe capacidade de questionar.
Observe se a agência entende o que acontece depois do lead.
Pesquise o trabalho que ela faz para si mesma.
E, principalmente, descubra se existe interesse real em compreender seu negócio antes de oferecer uma solução.
Porque uma agência pode dominar Google Ads, Meta Ads, SEO, inteligência artificial, automação e dezenas de outras ferramentas.
Mas ferramentas mudam.
Plataformas mudam.
Algoritmos mudam.
